quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma grande aliada da Democracia


LEIA APENAS O ÚLTIMO PARÁGRAFO
Uma grande aliada da Democracia
O Salão Verde da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) transformou-se em Ágora Ateniense, onde alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Direito discutiram a democratização dos meios de informação na Brasil.
Desde a implantação definitiva do sistema Político Democrático no país em 1985, com a queda do Regime Militar, os brasileiros concentram-se em discutir se o Brasil goza plenamente de Democracia, ou se ainda vive momentos de massificação de ideias e até cerceamento no direito de escolher o que lhe convém como cidadão.
A conclusão é instântanea. A palestrante classificou a TV como principal meio de informar a população no país. Segundo dados do IBGE citados na palestra, as TV´s estão em 97% dos lares, número que é superior ao de domicílios com geladeira. A presença cotidiana da TV no Brasil é incontestável, sendo assim, e por consequência do Liberalismo Econômico ela tem significativo poder de defender interesses comerciais e políticos de seus donos. Geralmente estes grandes meios de comunicação possuem empresas menores e todos convergem para disseminar conceitos harmoniosos que não se contrapoêm. Fato que as tornam em muralhas chinesas da informação.
Um exemplo de tal poder é a disputa pelos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol dos próximos anos. Uma única emissora de TV luta para manter seu contrato de exclusividade e o privilégio de utilizar as imagens em seu conglomerado midiático menor. Outras Empresas demonstraram interesse na licitação mas o imperialismo venceu mais uma vez. Os mais interessados com a quebra do monopólio, os próprios Clubes, se renderam aos Milhões de dólares das cotas antecipadas recém chegadas em seus caixas.
A discussão regada de boas ideias e muita jovialidade política no Salão Verde, resultou numa palavra considerada principal sobre o tema, pela maioria presente. A internet. O advento da Internet tem se tornado exemplo da frase: "A união faz a força". A Rede Mundial de computadores se transformou em direito universal do ser humano, e deve ter principalmente do governo incentivos para sua solidificação como meio de informação alternativo em todos os setores da sociedade.
Barak Obama foi um fenomeno nas últimas eleições norte-americanas por intermédio da internet. A revolta no mundo Árabe repercutiu mundialmente através das Redes Sociais. Emissoras de TV realizaram links pela Rede diretamente do Japão para falar do Terremoto. São inúmeros os exemplos sobre a capacidade informativa e alternativa da Internet, mas talvez o exemplo mais interessante seja a expansão dos Blogs. Vários Jornalistas e escritores têm seus blogs e utilizam deles para emitirem opinião, sem medo de represálias que teriam se estivessem em grandes emissoras ou jornais. A liberdade na "Blogosfera" é o regozijo completo do ato de expressar-se. Naquele cyber-lugar é possível escrever o que bem entender, e fugir de todos os padrões massificados impostos pela pseudo-democracia que vivemos.
Romeu Santos Silva Neto

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tentando entender.

A comunicação é ontológica ao ser humano, e como todas as outras necessidades evolui na tentativa de facilitar o convívio e estar em sintonia com sua época.
A interação verbal ou não verbal entre indivíduos é reflexo do embiente que ela nasceu, cresceu e atua, por isso, quem nasce no Sul do Brasil fala com certa peculiaridade e toma cimarrão, diferente daquele que nasce no nordeste e come buchada de bode e fala "mãeinha", toda genuidade característica destes nichos são exortados através da fala que cumpri seu papel de ser o elo comunicador da sociedade, não exclusivo, mas o principal.
Um marco fundamental para a solidificação comunicativa e formas de pensar, aconteceu após a Revolução Industrial no surgimento das cidades. Milhares de pessoas no mesmo lugar, trabalhando de forma assalariada, tendo os mesmo objetivos e deslumbrados com o novo ambiente.
As prioridades passaram a ser outras, comer era banal, diversão, aparência, status e dinheiro foram os protagonistas deste período, que produziu vilões como o desemprego, baixa autoestima e identidade, secularização racial.
Mas nem tudo foi tão ruim e devastador aos mais puros ideais da natureza humana. Áreas como as artes e entretenimento se desenvolveram, tribos musicais, esportes,  moda, e os parques de diversões, cujo centro possuía uma imensa Montanha Russa.
O brinquedo capaz de alcançar grandes velocidades e movimentos únicos, alucinantes rodopiantes era a mais linda forma de fugir da realidade, da prisão e principalmente da rotina capitalista, porém para alguns com um o pouco mais de capacidade intelectual, viam na experiência radical, a oportunidade de observar a sociedade desconstituída da habitual, com uma olhar dinâmico e de ponta cabeça, a Montanha Russa servia para tumultuar a cabeça e evidenciar o mundo de luzes brilhantes e "encantadoras", se vista à noite,  que seduzia os retirantes rurais.
Somente através desta adrenalida liberada pelo medo do pior, é possivel ver a sociedade de outro ângulo literalmente.
A indústria da moda, passou a vender cada vez mais. Seus questionáveis padrões de beleza comercializados na  mídia, passaram a assassinar a autoestima das mulheres. A obsolucência programada dos produtos viciou mais que drogas e bebidas, uma população que não sabe o valor do conhecimento, por isso vivem alienados.
Eis que surge a doença do século, a Depressão. rsrsrs.

terça-feira, 15 de março de 2011

Trabalho.

Trabalhar. Movimentar-se, buscar à libertação, sentir-se útil, sentir-se produtivo. Acordar todos os dias rigorosamente no mesmo horário, ritualizar movimentos cotidianos, deixar ajeitado as coisas indispensáveis. Higienizar-se. Sair pelo portão, cumprimentar o senhorzinho sentado no banco da praça da igreja. Trajeto sempre de bicicleta, é mais rápido mais saudável, e proporciona minutos preciosos de imaginação. Pensar em quê?  Tudo é tão simples e corriqueiro, tudo é tão banal, tudo já é tão matutado. Mesmo assim, inconcientimente os pensamentos borbulham, exortações incansáveis. Mas como? Tudo parece não ser mais novidade. Acho que são como os louvores a Deus, insaciáveis como os clamores pelas falhas. Tudo isso me satisfaz, me faz feliz. Não! Isso não é rotina. Apesar dos ciclos, dos capítulos repetidos, é dele, também, que tiro a minha paga, é de uma parte desta que promovo o reino aqui na terra. Isso é trabalho.

Tempo?

A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Por influência da teoria da relatividade idealizada pelo Físico Albert Einstein, o tempo vem sendo considerado como uma quarta dimensão do Continuum espaço-tempodo Universo, que possui três dimensões espaciais e uma temporal. [fonte: anarquista].
Tempo, é o que eu já perdi. Como areia esvaiu-se, e quanto tentei recuperar os grãos, tornei mais difícil recompôr o montinho, fiquei vazio, zonzo. Que tolice pensar que poderia ter conseguido segurar tudo na minha mão. Tempo? Não existe no futuro, não existe no presente, é sempre passado, e mesmo congelado, parado, não consigo pegar, é morto, inabalável, irreversível.
Pensando bem, que ignorância. Que cristão sou eu? Sei que posso reparar um erro clamando o perdão! Mesmo assim não apago o que já foi talhado, apenas dou continuidade na história, que é impiedosa, exata. Bom se pudesse sugar os grãos de areia deste marcador, fazer com que todos voltassem como mágica, assim como retrocedo os frames do video, e  assim, ficar um pouco mais, abraçar, beijar, que seja pra brigar, xingar, e chorar. O tempo pode jogar a meu favor, ir bem rapidinho, encurtar a distância, diminuir a saudade, aumentar a ansiedade.
Muitas sentem-se assim. A pessoa de onde eu vim, vive esse duelo com o tão poderoso tempo. Batalhas à parte, quero aprender a balançar na corda bamba e não cair. Quero comer sem pressa, beber vagarosamente. Eu quero mesmo é  ignorar a metáfora cronológica, quero também não mais escrever tudo isto. ledo desejo, a saudade não deixa esquecer.

Criar um blog. Mas por quê?

Não sei. Acho que com o tempo entenderei.
Mas penso que procuro ser feliz. E, como ser feliz? Este é o caminho? Escrevendo? (risos) os maiores escritores morreram cedo, nem aproveitaram a vida, muitos padeceram de tuberculose. Todos falam, “Eu quero ser feliz”, eu também, respondo a eles, e digo mais, por falta de desejos e conspirações a favor não são motivos de pequenas infelicidades corriqueiras. Oução, ou melhor leião: Quando nascemos nossos pais recebem os parabéns carregados de “muitas felicidades”, e depois de trezentos e sessenta e cinco dias e seis horas de vida recebemos mais vibrações positivas, e assim vamos acumulando felicidades durante as repetições deste período.
Quando terminamos os ciclos escolares ganhamos um canudinho e mais congratulações. Quando beijamos a primeira menina somos exaltados na rodinha de amigos: -Parabéns você é o ”cara”, a maioria só diz isso por inveja. Acabei de perceber escrevendo isto, que, ao recebermos “parabéns”, automaticamente ficamos felizes, encabulados, desconcertados, pelo menos eu fico assim, reajo com mais naturalidade ao ser criticado do que ao ser elogiado, mas por quê? Não sei. Viram? Por isso que escrever é magnânimo, cada vez me sinto mais auto-incompreendido, e isto é bom ou ruim? Euréca! Isso é bom, hora essa, se encontrar o problema é o início para sua resolução do mesmo, estou no caminho certo.
Neste mundo de cédulas, prezam-se os humildes, e rejeitam os desumildes, os que não vêm dos humos não ocupam tal céu ou inferno por quererem exclusivamente, eles podem ter talentos extraordinários, não quero desmerecer seus méritos, porém pessoas as colocaram lá, essas pessoas sempre as elogiaram, e elas já estão acostumadas com as rosas, e isso gera desleixo, se torna banal, comum, e tudo que se populariza se torna tosco, a salvo certo presidente (risos), enfim, reagir melhor às críticas é uma arma, estou com a guarda levantada para me defender, para ouvir, será mais produtivo receber uma agulhada que aplausos. Nossa! Mas é impossível aprender com bons trabalhos? Talvez não.
 Acredito que a sintonia das partes é fundamental, mas o maior aprendizado vem com o erro, sei que essa frase é mais que carimbada, mas não encontrei algo mais original. É geralmente no erro que as críticas reinam, isso é óbvio, reagir melhor às pedras é novidade, pois eu nunca sei como serei julgado, mesmo com projeções, a vida não é matemática.  É mais fácil ser criticado e absorver-se com humildade, prezando o silêncio, a ser elogiado e ficar encabulado por não saber responder a altura o elogio. Comigo é assim.
Creio que quando escrevemos algo, temos a oportunidade de nos conhecer melhor, nos entender com mais propriedade, e assim sermos mais felizes. Isso, é claro, em minha opinião. Acho que peco por generalizar situações. Mas por quê? Fica para a próxima postagem. 
RN.

domingo, 13 de março de 2011

Que tristeza.

Preciso melhorar muito.

Curso de Jornalismo

A primeira pergunta que me fizeram ao saberem que eu havia me inscrito no vestibular para cursar jornalismo foi: -Por quê? Nem diploma é necessário para trabalhar, qualquer um que quiser é só mandar currículo e contar com a sorte. Eu sempre respondi, embasado numa explanação da rede globo sobre o assunto no final do JN: - Qual empresa irá contratar um semi-profissional que não conhece o mínimo e que talvez não tenha uma gota de experiência? Todos então, ficavam quietos.
Alguns retrucavam: O Boechat não tem diploma, o próprio Bonner nem jornalista é. Eu dizia, pelé e garrincha nunca fizeram faculdade. Curioso é que ao ingressar na faculdade descobri um mundo que sempre esteve ali, porém eu nunca tinha me dado conta. Esta fase de novidades eu comparo a uma bacia tampada por um pano, e no sentido literal da palavra, eu com uma mão retirei o pano que não me deixava ter este contato direto com o aquele conhecimento que sempre existiu dentro da bacia.
Não quero com isso tirar o mérito da faculdade, aliás sem ela não teria enxergado este potencial tão grande contido em mim e nos outros colegas. Animado, feliz, e curioso, toda noite, no ônibus a caminho de casa fico lembrando das palavras do professores, nas questões levantadas, e principalmente indignado pelo minha omissão ao não perguntar sobre o que duvidava, são momentos que me senti travado talvez pelo medo de dizer algo errado, pelo receio que ser o motivo dos risos, não que isso não seja legal, até gosto de fazer as pessoas rirem, mas regozijarem pelo minha inteligência não pelo meu fracasso, enfim, muito estavam piores do que eu, não que isso me conforte, mas não me sinto tão diferente.
O Corinthians venceu hoje, de forma brilhante, e com muita emoção, por duas vezes esteve atrás no placar, e com o segundo tempo inteiro sem um jogador garantiu  a vitória fora de casa, três a dois em cima do Mirassol, com isso a vice-liderança foi mantida nesta primeira fase do campeonato paulista. ( não soube terminar meu texto e o Corinthians foi a saída) Abraços R.N. 
Brincadeira, acho que fiz uma boa escolha, a principal lição deste começo é a consciência de que a notícia é mais importante do que eu, e que jornalista não é popstar, mas sim um indivíduo que presta um importante e indispensável serviço a população, o de informar e denunciar através de descobertas, aquilo que as pessoas ainda não viram.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O começo

Foi mais fácil do que eu pensei. Fiz meu blog em menos de cinco minutos e já tenho a oportunidade de escrever alguns pensamentos nele.
Criei  este blog para exercitar minha escrita. Tentarei dissertar neste local minha ideias.
Nestes pequenos pensamentos, percebi que tenho vários problemas em escrever, um dos principais é escrever com pensamentos curtos demais, como se fosse Graciliano Ramos em Vidas Secas. Que pretensão, ele utilizava este recurso no livro pela sua grandeza enquanto eu apenas como subterfúgio.
Espero crescer e melhorar.